
Metamorfose
Pois é. Foi então que a garota finalmente percebeu estar sozinha. Sozinha, porém livre: leve, pairando pelas nuvens e sentindo a brisa fria que balançava seus cabelos. Percebeu também que gostava de estar sozinha; já tinha criado o seu próprio mundo, com as suas paisagens e os seus olhares.
Corria com destino ao nada. O mesmo nada que a habitava. E simplesmente nada a impedia de chegar lá. Sua sombra crescia conforme avançava e a luz do sol batia em seus frágeis olhos, que logo procuravam se fechar para tornar tudo mais fácil. Sua crina deslizava ao vento e as ondas frias daquele mar azul esverdeado davam força ao formoso alazão.
As nuvens não atrapalhavam mais. Abria as asas e deixava-se levar pelo tempo. Era o pássaro mais belo de todos. Seu canto, junto do som das ondas e do vento, formava a mais bela das sinfonias. Observava o tudo lá do alto, onde ninguém jamais esteve.
Resolveu deitar-se naquela fina e macia areia que de seu vôo já avistava, mas não por cansaço, somente para sentir o chão por alguns segundos. E sentiu.
Ela tinha tudo; tinha o mundo. Faltava-lhe companhia.
Corria com destino ao nada. O mesmo nada que a habitava. E simplesmente nada a impedia de chegar lá. Sua sombra crescia conforme avançava e a luz do sol batia em seus frágeis olhos, que logo procuravam se fechar para tornar tudo mais fácil. Sua crina deslizava ao vento e as ondas frias daquele mar azul esverdeado davam força ao formoso alazão.
As nuvens não atrapalhavam mais. Abria as asas e deixava-se levar pelo tempo. Era o pássaro mais belo de todos. Seu canto, junto do som das ondas e do vento, formava a mais bela das sinfonias. Observava o tudo lá do alto, onde ninguém jamais esteve.
Resolveu deitar-se naquela fina e macia areia que de seu vôo já avistava, mas não por cansaço, somente para sentir o chão por alguns segundos. E sentiu.
Ela tinha tudo; tinha o mundo. Faltava-lhe companhia.
Foto: Alba Luna